Oi Pessoal,
Novamente o assunto da vez, Copa do Mundo.
Adoro sair, jogar conversa fora. Mas quando se tem filhos, fica mais difícil fazer programa a dois. O cansaço do dia a dia não deixa e nada melhor que um aconchego dentro de casa, mesmo que na frente da TV.
Ás vezes é melhor nem sair.
Algumas revistas, desde a última quinzena, vêm trazendo um encarte especial sobre a Copa e os bons lugares para ir nas cidades sede, esperando um fluxo de turistas considerável. Belo Horizonte estava lá e tinha um texto bacana sobre o "dia perfeito". Uma sugestão de programação para o turista com lugares a serem visitados.
O dia perfeito em BH incluía algo inusitado, mais precisamente para a saída à noite. Uma ida à galeria do Edifício Maleta para curtir sons e sabores diferentes na cidade. Ora, quando éramos mais jovens, na época de estudante, fomos muitas madrugadas à Cantina do Lucas, sendo servidos por aquele garçom velhinho e comunista, que hoje não recordo o nome, mas que era super simpático.
Visitando a galeria na semana passada em busca de um livro para meu filho ler, pois precisava para uma prova da escola e como lá tem vários sebos, achei que seria o lugar ideal. Depois de muitos anos sem ir lá, achei que o local estava legal. Muitos executivos almoçando e um grande movimento para a hora do dia. Com uma grande saudade da época, em um sábado, convenci meu marido a deixar o aconchego da nossa casa e sair em busca de novos "sons e sabores". Deixamos os filhotes na casa da avó e fomos conhecer a noite no Edifício Maleta.
Já em frente, paramos para tirar uma foto do museu que fica na Rua da Bahia, esquina com Augusto de Lima. Incrível como fora da nossa cidade vemos as coisas com outros olhos. Nunca tinha tirado uma foto em BH, mas fora daqui, milhares, até de coisas menos belas. É a mania de não valorizar o que é nosso.
Bem, entramos por volta das 9:00h no famoso Maleta. De cara vimos que a Cantina do Lucas não havia mudado nada e que os butecos tipo "copo sujo", bem ao lado, no primeiro andar, também.
Sem cerimônia, fomos até o segundo andar, subido os degraus da escada rolante ( a primeira de BH, me disse meu marido, com a mania de cultura inútil) sem olhar nada a fundo, entrando no "clima" de desapego. Detalhe, a escada não estava funcionando.
Já em frente a escada e à esquerda um boteco com umas esculturas de madeira tipo indígenas ou Woodstochianas nos chamou a atenção, mas não conseguimos entrar. Alternativo demais. Do outro lado, outro corredor/boteco, meio à meia luz estava absolutamente vazio. Apesar de não querer olhar, a falta limpeza começou a saltar aos olhos, mas continuamos andando.
No corredor externo, nas varandas, muitas mesas cheias e conversas animadas. Mas também muitos jovens com aspecto sujinho, não, despojados e alguns atracados com do mesmo sexo. Pensei "com meus botões", o melhor a fazer é ir embora dali.
Vimos que ali não dava. Na verdade, não pertencíamos àquele lugar. A gente não merecia.
Fica aí o questionamento. Será que o turista merece? Puxa, quem escreveu a reportagem não conhece BH? Temos bares maravilhosos em cada esquina, em praticamente todos os bairros e para todos os gostos. Lugares limpos, com gente agradável, para todas as idades.
Como ainda não era hora de dormir, partimos para outras bandas. Na rua Turquesa esquina com Rubi, no Prado, que por sinal, um excelente bairro com ótimos bares que poderiam ser indicado. Lá encontramos um boteco limpo, agradável, com um dono super simpático, atendimento de primeira, preço ótimo, cerveja geladíssima e petisco de primeira. Uma codorna frita com polenta também frita parecendo batata. Um molho de maionese e alho acompanhava.
E viva a BH que o turista, se depender dos guias, não vai conhecer.
Fico com pena!
Beijos a todos!!!!
Dani